“O Poder da Oralidade na Literatura e Cultura”: para onde as palavras nos levaram na abertura da FLIBIC

22.05.2026 | Noticia

Há dias em que a poesia e a arte não esperam o fim da página para acontecer. Nessa quinta-feira, 21 de maio, ela aconteceu no palco, nos versos, nos olhos e no silêncio atento de um teatro cheio.

A 1ª Feira Literária de Ibicoara começou com vozes de quem está aprendendo a ler e falar o mundo. As crianças do Cordel Renascer subiram ao palco do Teatro Cassio Antônio, no CETI-Ibicoara e declamaram versos cheios de firmeza e verdade. Nossos pequenos grandes cordelistas ocuparam o espaço inteiro. O público, emocionado, entendeu ali que a Feira não seria apenas um evento, seria um encontro intergeracional que veio para mostrar que cultura, memória e identidade não pertencem apenas ao passado, mas sobrevivem na continuidade.

A mesa, a cidade e a memória

A cerimônia de abertura reuniu quem faz da cultura um compromisso. A coordenadora Lia Guanacé, o prefeito Gilmadson Melo, a secretária de Educação Alcione Ferreira, o representante da Fundação Pedro Calmon, Edmilson Alves, e a diretora de Cultura de Ibicoara, Andréa Mostaço, compuseram a mesa, mas quem realmente presidiu foi a palavra, a história e a ancestralidade que o tema “O Poder da Oralidade na Literatura e Cultura Brasileira” evoca.

Cada fala teceu a ideia de que uma feira literária no coração da Chapada Diamantina não é só sobre livros,tem que cantar e contar as histórias que vivem nos corpos, na terra e nas memórias que compõem a identidade regional.

Pelas ruas, pela arte, pela noite

A tarde seguiu com uma mesa literária que transformou o encontro em conversa, e a conversa em aprendizado coletivo. Então, quando o sol já começava a se despedir, o Terno de Reis Estrela do Oriente fez o que a cultura popular sabe fazer de melhor: conduziu o público num cortejo que ligou o teatro ao Palco FLIBIC.

E a música tomou conta. Comunidade e artistas da região se encontraram na primeira noite cultural com olhos atentos e coração cheio de energia com as apresentações de Mestre Chicão, com sua performance artística, da vibração da Batucada Renascer, a beleza do Canto d’Apoema e a animação do forró de Hallynho Rodrigues!

Enquanto isso, na área externa do CETI, durante todo o dia, uma exposição de obras de estudantes da rede municipal e estadual revelou que o talento já está aqui pronto para brilhar. Desenhos, textos, texturas, cores e ideias provaram que a escola também é palco.

O que fica

Como diria a nossa coordenadora Lia, ver a Flibic acontecer é ver um sonho coletivo ganhar corpo. É ver a comunidade ocupar um espaço que é seu por direito. É ouvir uma criança declamar poesia e lembrar que a literatura não está só nos livros, está na sua própria voz, no corpo, na rua, na roda de conversa, na prosa dos mais velhos, no verso improvisado e, sobretudo, na tradição que se reinventa.

A Feira Literária de Ibicoara nasceu. E, pelo que se viu na abertura, veio para ficar.

A programação continua até sábado (23). Vem.

FLIBIC — Feira Literária de Ibicoara 21 a 23 de maio de 2026 | Instagram: @flibic Entrada gratuita

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